Metodologia e fontes
De onde vêm os dados, que período cada fonte cobre e quando foi atualizada. Tudo é um retrato da última coleta (mais recente: 16/09/2026).
| Fonte | Período | O que o “ano” significa | Registros | Atualizado |
|---|---|---|---|---|
Cota parlamentar (CEAP) Câmara dos Deputados | 2008–2026 | ano em que o gasto foi feito (o ano atual é parcial) | 4.562.015 | 16/09/2026 |
Cota parlamentar (CEAPS) Senado Federal | 2008–2026 | ano em que o gasto foi feito (o ano atual é parcial) | 396.113 | 16/09/2026 |
Emendas parlamentares (valores) Portal da Transparência (CGU) | 2014–2026 | ano da emenda — empenhado/pago são acumulados e crescem com o tempo | 94.475 | 16/09/2026 |
Favorecidos de emenda (quem recebeu) Portal da Transparência (CGU) | 2014–2026 | ano do pagamento/documento (não o ano da emenda) | 4.477.606 | 16/09/2026 |
Votações nominais Câmara dos Deputados | 2023–2026 | legislatura atual | 42.410 | 16/09/2026 |
Votos por município TSE | — | ano da eleição (declarado na candidatura) | 0 | — |
Patrimônio declarado TSE (DivulgaCand) | — | ano da eleição (declarado na candidatura) | 0 | — |
Candidaturas (Eleição 2026) TSE — Portal de Dados Abertos | — | ano da eleição (declarado na candidatura) | 0 | — |
Despesas de campanha contratadas (Eleição 2026) TSE — Portal de Dados Abertos | — | ano da eleição (declarado na candidatura) | 0 | — |
Receitas de campanha (Eleição 2026) TSE — Portal de Dados Abertos | — | ano da eleição (declarado na candidatura) | 0 | — |
Salários do governo (SIAPE) Portal da Transparência (CGU) | — | mês de referência da folha | 0 | — |
Viagens a serviço Portal da Transparência (CGU) | — | ano de referência | 0 | — |
Equipes / gabinetes Câmara dos Deputados | atual (snapshot) | retrato do momento da coleta (sem recorte de ano) | 15.522 | 16/09/2026 |
Sanções e contas irregulares TCU | atual (snapshot) | retrato do momento da coleta (sem recorte de ano) | 57.865 | 16/09/2026 |
Municípios e população IBGE | 2026 | ano de referência | 5.571 | 16/09/2026 |
Saúde fiscal (RGF/LRF) SICONFI — Tesouro Nacional | — | ano em que o gasto foi feito (o ano atual é parcial) | 0 | — |
Como ler os números
Emenda × favorecido não estão no mesmo eixo de ano. O total da emenda é contado pelo ano da emenda; “quem recebeu” é contado pelo ano do pagamento. Por isso uma emenda de um ano pode aparecer recebida em outro — e os dois blocos podem divergir no mesmo ano.
“Pago” inclui restos a pagar pagos (pagamentos de anos anteriores quitados depois), seguindo o critério oficial.
Patrimônio é o declarado na eleição (2018/2022 e, para quem é candidato, 2026), não o patrimônio atual. A variação entre duas eleições é mostrada nominal e descontado o IPCA do período (set/ano da eleição anterior a ago/ano da eleição; IBGE, série 433 do Banco Central) e só quando o vínculo é seguro. Vínculos entre autor de emenda e parlamentar, e entre candidato e mandato em eleições passadas, são feitos por nome (aproximados); na Eleição 2026, deputado ↔ candidato é pelo CPF (exato).
Fontes oficiais: Câmara dos Deputados, Senado Federal, Portal da Transparência (CGU) e TSE.
Como contamos — os números que aparecem em várias páginas
Quantos deputados? Três contagens diferentes, cada uma com seu rótulo. 513 cadeiras é a composição da Câmara — usada em custo e médias por cadeira (Quanto custa o Congresso). Deputados com gasto no ano (ex.: 563 em 2026) conta toda pessoa que apresentou ao menos uma nota da cota no ano: titulares e suplentes que assumiram, inclusive por poucos meses — é o denominador dos rankings (“34º entre os 563 deputados com gasto em 2026”). Em exercício, na lista de deputados, é quem usou a cota nos últimos 120 dias ou votou nos últimos 90.
Cota da Câmara no ano. É a soma de todas as notas do ano, e é o mesmo número no Início e no Panorama. O mapa de estados soma só as notas com UF: gastos de lideranças partidárias vêm sem estado e ficam fora do mapa — a diferença é dita no próprio card. Uma verificação automática (check:consistencia) compara as duas contas a cada coleta.
Projeção do ano é estimativa, não previsão oficial. Média mensal dos meses já fechados × 12. O mês mais recente com notas fica fora da conta: ele ainda está em curso e as notas chegam com atraso, então contá-lo como mês cheio subestimaria o ano. Não aplicamos sazonalidade — é uma conta que você consegue refazer. Com os 12 meses publicados, a projeção passa a ser o total real.
Empenhado, pago e “por cidade”. No perfil, o card de emendas soma o valor empenhado (reservado no orçamento) e o pago de todas as emendas do autor, em todos os anos. A tabela por cidade mostra só o que foi pago e que a CGU associa a um município — recursos de abrangência estadual ou nacional ficam de fora —, por isso soma bem menos. A página diz isso ao lado dos dois números.
Vínculo por nome, e quando deixamos de exibir. A CGU não publica um identificador comum com a Câmara e o Senado: o autor da emenda é ligado ao parlamentar pelo nome normalizado (sem acento, em maiúsculas). Todo valor que depende disso leva o selo vínculo aproximado. Quando o nome não aponta para uma pessoa só — há mais de um parlamentar com o mesmo nome na base, ou o nome aparece com mais de um código de autor na CGU (outra pessoa, ou a mesma pessoa em outra Casa) — os valores de emenda não são exibidos naquele perfil, e as listas deixam de linkar o autor a um perfil. Exibir com ressalva não basta: homônimo, aqui, seria acusação indevida.
Fornecedores são agregados pelo CNPJ/CPF, não pelo nome escrito na nota. A mesma empresa aparece com grafias diferentes (ex.: “PANTANAL VEÍCULOS LTDA” e “PANTANAL-VEICULOS LTDA”); somamos tudo sob o documento, exibimos a grafia mais frequente e mostramos as demais como “também aparece como”. Quando o documento tem menos de 20 notas, a mais frequente pode ser a abreviada ou a com erro de digitação — aí exibimos a grafia mais completa (sem número colado e com o sufixo societário, como LTDA).
Valores negativos. Somamos o valor líquido de cada nota exatamente como a Câmara publica, para o total bater com o oficial. Algumas notas vêm com valor líquido negativo — em 2026, todas as de “Complementação do auxílio-moradia” trazem o valor do documento positivo e o líquido negativo. A fonte não explica o sinal; mostramos essas categorias com barra vermelha e o selo líquido negativo, e o valor entra negativo nas somas.
% do teto da cota. Cada UF tem um teto mensal diferente (o de Roraima é maior que o do Distrito Federal), então comparar só o valor em R$ mistura quem gasta muito com quem tem teto alto. Na lista de deputados e nos maiores gastadores de cada estado, o percentual é o gasto do ano corrente dividido pelo teto mensal da UF vezes os meses fechados em que o deputado esteve em exercício (do primeiro ao último mês com nota ou voto no ano). O mês em curso fica de fora, suplente que assumiu no meio do ano não é diluído, e mês sem nota em pleno mandato conta como uso zero. Passar de 100% pode ser legítimo: o saldo não usado da cota se acumula dentro do ano. No perfil, o mesmo número aparece ao lado do uso no último ano completo. O achado “colado no teto” é outra régua: meses individuais com uso ≥ 97%.
Senado. A cota do Senado (CEAPS) é publicada só com o nome do senador, sem partido, UF nem CPF. O cadastro vem dos dados abertos do Senado: a lista de quem está em exercício (partido, estado, foto) e as listas das legislaturas desde 2007 (código oficial, estado e período de mandato também de quem já saiu). O nome da cota é ligado ao código oficial, que identifica o perfil na URL (/senadores/5525); havendo dois senadores com o mesmo nome, vale quem está em exercício ou cujo mandato cobre os anos de gasto — sem desempate seguro, fica sem código. Quem tem gasto mas não está em exercício aparece como ex-senador(inclui suplentes que já devolveram a cadeira). O Senado tem 81 cadeiras — o número “com gasto” no ano é maior porque conta suplentes. Ainda não calculamos % do teto para senadores: a única tabela oficial por estado que encontramos é de 2017; os reajustes de 2023 a fevereiro de 2025 (6%, 6% e 6,13%) poderiam ser aplicados sobre ela, mas o ato de 1º de março de 2025 mudou o valor de cada estado de forma diferente (o Distrito Federal subiu para R$ 36.582,46 e o Amazonas ficou em R$ 52.798,82) e a tabela nova não foi publicada em formato que dê para conferir. Calcular com a tabela antiga poria quase todo senador acima de 100%.
Eleição 2026 — prestação de contas (parcial). Candidaturas, bens, despesas contratadas e receitas vêm dos arquivos do Portal de Dados Abertos do TSE (licença CC-BY), baixados a cada coleta e conferidos por hash. O total de candidaturas do Panorama segue a contagem do DivulgaCandContas (titulares, vices e suplentes; só a renúncia não formalizada — pedido sem CPF no arquivo, que o TSE não publica — fica de fora); rankings, filtros e percentuais usam só as candidaturas titulares — vice e suplente não têm prestação de contas nem limite de gastos próprios. A página do partido agrega pela sigla do candidato (coligação e federação não são partido); o repasse do diretório é receita de quem recebeu — dinheiro público distribuído pelo partido — e não se soma ao gasto próprio; o % do limite do partido é a soma dos gastos próprios dividida pela soma dos limites legais de quem já prestou contas (gasto / limite agregado dos candidatos — não há teto único por partido). Evolução diária: a data da despesa no arquivo do TSE tem erros (anos 2022, 2028, datas vazias); só entram na série os lançamentos entre 01/05/2026 (pré-campanha) e a data da carga, com 16/08/2026 marcado como início oficial da campanha; o resto aparece como “sem data válida” — continua no total, nunca é descartado. Concentração: “top-10 candidatos” é a fatia do gasto do partido nos 10 candidatos que mais gastaram; “top-10 fornecedores”, a fatia do valor pago a CNPJs nos 10 maiores; mediana e p90 são por candidato titular com contas. “% com nota fiscal” é a fatia do valor com esse tipo de documento — indicador documental, sem inferência de irregularidade. Fornecedores: só pessoas jurídicas são identificadas (fornecedor pessoa física entra apenas somado — sem CPF, sem chave derivada, sem ficha); o “tipo” segue uma regra analítica versionada (v1): plataforma nacional = atende ≥ 15 partidos e ≥ 10 UFs; compartilhado entre partidos = ≥ 2 partidos; concentrado num partido = ≥ 3 candidatos de uma só sigla — linguagem estrutural sobre amplitude de atendimento, não conceito jurídico nem sinal de irregularidade; plataformas ficam na base e na reconciliação e só podem ser excluídas dos rankings por filtro. “Mesmo CNPJ na Radiografia” significa apenas que o CNPJ aparece também na cota, nas emendas ou no cartão corporativo. HHI é a concentração da receita eleitoral do fornecedor entre partidos (10.000 = um partido só). Alertas analíticos (v1): sinais gerados por seis regras públicas e versionadas — gasto ≥ R$ 100 mil com ≥ 80 % num único CNPJ não-plataforma; última semana coberta ≥ 5× a média semanal desde 16/08 (gasto ≥ R$ 100 mil); ≥ 80 % do limite legal; fornecedor concentrado num partido com ≥ R$ 500 mil; fornecedor não-plataforma com ≥ 8 partidos e ≥ R$ 1 mi; deputado em exercício (vínculo por CPF) cuja campanha paga ≥ R$ 20 mil a CNPJ não-plataforma que também recebeu da cota dele desde 2023. Cada alerta guarda métricas observadas, limiar, evidências, fontes e a data da carga; a tabela é regenerada a cada coleta e a reprodutibilidade é verificada (contagem persistida = reavaliação ao vivo). Não há pontuação de suspeição, e um alerta nunca é acusação. Comparador: 2 a 4 candidatos com exatamente os números das fichas; a referência de escala de cada coluna é a mediana e o p90 do gasto próprio dos titulares com contas ao mesmo cargo na mesma UF (cargos diferentes são comparáveis só com aviso); “em comum” destaca fornecedores e grandes doadores presentes em ao menos dois dos selecionados (plataformas nacionais ficam fora do destaque); a série é “receitas financeiras acumuladas × despesas contratadas acumuladas” — não é saldo de caixa, porque despesas pagas não estão na base. Linha do tempo: um único motor (por candidato × dia) soma a série do candidato e a consolidada por partido, UF ou cargo, com a mesma janela temporal das despesas; o conceito central é arrecadado − contratado (receitas financeiras acumuladas menos despesas contratadas acumuladas), nunca “saldo de caixa”. O gráfico principal só traz grandezas acumuladas (áreas empilhadas por origem + linha de despesa); o fluxo semanal fica em gráfico separado. Os marcos são descritivos — “pico de arrecadação registrado na base” é o dia de maior valor; no período de 24 a 27/08/2026 a composição indica predominância de repasses partidários do fundo eleitoral (FEFC). A contagem de candidatos com contratado maior que arrecadado tem duas camadas (qualquer diferença; e a faixa material, diferença ≥ R$ 100 mil e contratado maior que 1,5× o arrecadado) e é KPI, não alerta: não significa dívida nem irregularidade. Distribuição dos recursos partidários: mede quanto cada partido, pelos seus órgãos (diretório nacional, estaduais/distritais e municipais), repassou em dinheiro aos candidatos e para onde foi (estado → cargo → candidato). Não é toda a arrecadação nem toda a despesa do partido. A base são as receitas dos candidatos cuja fonte é um órgão partidário (esfera informada); a chave analítica é o partido doador, por isso o que um diretório deu a candidato de outra sigla conta para quem deu e “recebido de outros partidos” aparece só como referência, nunca no total. O total soma três componentes, filtráveis: FEFC via diretório, Fundo Partidário e “outros recursos de órgãos partidários” (outros recursos e origens não identificadas com esfera). Ficam fora — e são mostrados à parte — as receitas estimáveis, as doações de pessoas físicas, os recursos próprios, o financiamento coletivo e os repasses de candidato para candidato (mesmo quando o dinheiro é FEFC). Não há dupla contagem porque a base só registra o repasse final ao candidato. Deputado estadual e distrital formam uma família na visão nacional; no detalhe por estado, o DF aparece como deputado distrital; “demais cargos” (vices e suplentes) fica sempre visível, mesmo vazio. Percentuais com 2 casas sobre o total do partido no recorte; a mesma janela temporal das demais telas vale para os filtros de período. Três verificações fecham os números: soma por partido = receitas com esfera partidária = por UF = por cargo = por candidato; próprios + outros partidos = total e casa com a matriz de repasses; nenhuma linha sem partido doador ou esfera e nenhuma receita estimável no total. Os candidatos entregam uma prestação parcial em setembro (movimentação até 08/09/2026) e a final após a eleição: o que está no ar é a parcial, não é auditada e será substituída — toda tela financeira carrega o selo com a data de geração no TSE e a de importação. Quando há mais de uma entrega para o mesmo candidato (retificadoras), só a mais recente conta; as anteriores ficam guardadas. Gasto próprio é a despesa contratada pela própria campanha; repasses a outros candidatos e partidos ficam de fora, porque reaparecem como despesa de quem recebeu (contá-los dobraria parte dos valores) — há um alternador para incluí-los. Receitas financeiras (dinheiro) e estimáveis (bens e serviços doados, avaliados pelo declarante) nunca se somam sem rótulo; os totais são só financeiros. Percentuais têm duas casas e são calculados no servidor sobre o total do recorte ativo. A situação da candidatura é a do julgamento do registro na data do arquivo (deferido = concorrendo); a lista de candidatos mostra por padrão quem está concorrendo, e o filtro é explícito. O limite legal de gastos é o publicado pelo TSE para o cargo e o estado, no 1º turno. Linhas byte-idênticas do arquivo são contadas uma vez (0,7 % do valor na carga de 12/09/2026). Vínculo com o Congresso: deputado ↔ candidato pelo CPF publicado nas duas bases (exato); senador ↔ candidato por nome de urna e estado (aproximado, com selo) — em homônimo, não exibimos. As fotos são as de urna publicadas pelo TSE (CC-BY), guardadas no servidor do site; quem não tem foto publicada aparece com as iniciais. Doadores por CNPJ: doação empresarial é vedada desde 2015, então classificamos o CNPJ como diretório partidário, campanha de outro candidato (repasse, com link para a ficha quando o CNPJ ou o sequencial do TSE identifica a campanha), plataforma de financiamento coletivo ou outro CNPJ. Doadores pessoa física: o dado de origem do TSE (nome e CPF) fica numa camada restrita do banco, e a exposição pública segue uma regra: só doações de terceiros (recursos próprios do candidato ficam em categoria separada, autofinanciamento), financeiras, de R$ 50 mil ou mais são nominais, com o CPF minimizado (três dígitos, só para distinguir homônimos); as demais entram apenas somadas. As páginas nominais têm noindex, indicam a fonte (TSE — prestação de contas eleitoral) e a data da carga; o perfil do doador é identificado por uma chave derivada do CPF com segredo, nunca pelo CPF. Mudar o corte não exige reprocessar os arquivos. Dado pessoal: o CPF do candidato serve só a esse vínculo e nunca sai na API; doadores e fornecedores pessoa física aparecem apenas somados, sem nome nem CPF (nem são gravados) — só pessoas jurídicas são identificadas, pelo CNPJ. Valores declarados, não apurados: um total alto significa mais movimentação declarada, não irregularidade. Fonte e datas em Fontes e atualização.
Álbum: uma pessoa por card. Câmara e Senado não publicam identificador comum. Um deputado e um senador viram a mesma pessoa só quando nome e estado batem e cada Casa tem um único registro com esse nome e estado; na dúvida, ficam dois cards — juntar duas pessoas diferentes seria erro pior.
Natureza de quem recebe (Radiografia). A lista “quem vive de dinheiro público” mostra, por padrão, só empresas privadas. Bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa, BNDES, BNB, Basa, pela raiz do CNPJ) aparecem porque operam a transferência; prefeituras, estados e fundos são destino constitucional das emendas; fundações e associações são entidades sem fins lucrativos — cada grupo tem sua aba. A base não traz a natureza jurídica da Receita Federal: a classificação usa o nome (a mesma lista de órgãos públicos do Radar e dos Achados) e o sufixo societário (LTDA, S.A., EIRELI…), então nomes atípicos podem cair na aba errada.
Salários acima do teto. A folha mostra a remuneração básica bruta do mês, antes dos descontos — entre eles o abate-teto, que corta o que passa do teto constitucional — e pode somar cargos acumulados de forma lícita. Por isso um bruto acima do teto não é, por si, irregularidade; a mediana aparece ao lado para dar a escala.
Cartão do governo. O portador é o servidor autorizado a operar o cartão do órgão; o valor é despesa da instituição (compras, missões, suprimento de fundos), não gasto pessoal. Por isso a leitura principal é por órgão, e a lista por portador fica recolhida, com essa nota antes.
Gastos em destaque (Início). Não são “as últimas notas”: ordenar só por data enchia a vitrine da categoria mais frequente. Das notas dos últimos 30 dias (contados a partir da nota mais recente publicada), entram, nesta ordem: a maior nota da semana; notas fora da curva (acima do valor que 95% das notas da mesma categoria não passam, no último ano); o primeiro gasto com um fornecedor no mandato; notas de categoria rara (menos de 2% das notas do último ano); e, para completar, as maiores notas do período. No máximo 2 itens por categoria e 2 por deputado. Cada item diz por que está ali — nenhum é, por si, indício de irregularidade.
Achados. Cada regra roda sobre a base inteira do mandato atual e grava todos os casos que encontra — as contagens da página são o total real, sem corte. A lista vem ordenada pelo valor envolvido, do maior para o menor, e é paginada.
Radar de Exposição Municipal — como o score é calculado
O Radar mede exposição: quanto dinheiro público passa pelo município e quão concentrados são os fluxos. Ele não mede culpa, ilegalidade nem corrupção — score alto significa que há mais a prestar contas, não que há irregularidade. Nenhum score é gerado por IA: todos saem das regras abaixo, de modo que a mesma base sempre produz o mesmo número.
Cada score é um percentil nacional: 70 quer dizer “mais exposto que 70% dos municípios”, não “70% de risco”. Níveis: crítico ≥ 90, alto ≥ 75, médio ≥ 50, baixo abaixo disso. O score geral é a média apenas dos eixos com dado.
- Convênios e emendas — média de dois percentis: o do total pago em emendas ao município e o do valor por habitante (população estimada pelo IBGE, ligada pelo código IBGE que a CGU já publica). Os dois juntos porque nenhum sozinho serve: só o valor absoluto vira um ranking de tamanho de cidade; só o per capita faria uma capital com centenas de milhões a prestar contas cair para “baixo”.
- Prestação de contas — percentil da fatia do valor empenhado para o município que ainda não aparece como pago. Pode ser execução em andamento, restos a pagar ou pendência: o dado não distingue os três.
- Empresas contratadas — percentil da concentração no maior favorecido privado(fatia do total pago a empresas). Fundos, prefeituras e demais órgãos públicos ficam fora: concentração neles é o arranjo normal. Piso de 90 quando o município pagou empresa que está hoje proibida de licitar com a União pelo TCU — é o sinal mais duro que conseguimos medir, e é raro (11 municípios).
- Governança — percentil da concentração no maior autor individual (fatia das emendas individuais). Emendas de bancada, comissão e relator ficam fora: são coletivas por natureza.
- Saúde fiscal — este eixo não é percentil. É a despesa com pessoal da prefeitura como % da receita corrente líquida, medida contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que fixa o limite (54% da RCL para o Executivo municipal), o limite prudencial (95% dele) e o alerta do art. 59 (90% dele). Comparar o município com a lei é mais honesto que compará-lo com os outros: se todos estourarem o limite, estar na média não é saúde fiscal. Números declarados pelo próprio município no Relatório de Gestão Fiscal (SICONFI/Tesouro); usamos o exercício mais recente que cada um publicou, e a página diz de que ano é o número. Cerca de 2 em cada 5 municípios não têm RGF no SICONFI nos últimos três exercícios e ficam “sem dados” — não damos nota sem dado, e a ausência do relatório é, ela mesma, um problema.
- Tendência — variação da concentração no maior favorecido privado nos 2 anos mais recentes contra os anteriores (≥ 5 pontos percentuais para cima = piorando; para baixo = melhorando).
Concentração só é medida com base mínima de R$ 100 mil e 5 pagamentos. Abaixo disso o eixo fica “sem dados” — um pagamento isolado daria “100% concentrado” sem significar nada.
O radar exibe apenas os eixos que têm fonte integrada — hoje, os cinco acima. Outros cinco previstos (fiscalização, licitações, obras, transparência e imprensa) dependem de fontes ainda não coletadas (PNCP, Obrasgov, EBT e diários oficiais) e entram no radar quando forem. Não atribuímos score sem dado que o sustente.
TCU — sanções e contas irregulares
Cruzamos as listas públicas do TCU com o resto da base pelo CPF/CNPJ, correspondência exata. Nunca por nome: homônimo, aqui, seria difamação. O CNPJ liga às empresas que receberam emenda; o CPF liga ao deputado (a cota parlamentar publica o CPF completo, e o TCU também).
As quatro listas significam coisas diferentes, e a página sempre diz qual é qual:
- Licitante inidôneo — empresa proibida de participar de licitação com a União. É uma sanção e tem prazo: mostramos se está vigente ou já encerrada.
- Inabilitado para função pública — pessoa proibida de exercer cargo em comissão na União, também com prazo.
- Contas julgadas irregulares — o TCU julgou irregulares as contas sob responsabilidade daquela pessoa ou empresa. Não é condenação penal nem inelegibilidade automática: é o julgamento de uma prestação de contas.
- Implicação eleitoral — subconjunto que o TCU envia à Justiça Eleitoral. Quem decide sobre elegibilidade é a Justiça Eleitoral, não o TCU e muito menos nós.
Constar numa lista não afirma nada sobre os valores que mostramos ao lado — são fatos de origens diferentes, publicados juntos para que você confira. Todo registro traz o processo e o link do acórdão.
Por que o eixo Fiscalização continua vazio, mesmo com o TCU integrado? Porque o TCU não publica suas decisões por município. A lista de contas irregulares traz um município, mas é o domicílio do responsável (por isso o topo é São Paulo, Brasília e Rio — onde mais gente mora), não a cidade cujas contas foram julgadas. Usar esse campo como “fiscalização do município” seria inventar um número.